Preço de produto cativo é uma estratégia em que o produto base é vendido barato pra atrair adoção, e o lucro vem dos complementos obrigatórios, ou seja, dos consumíveis, acessórios ou serviços que a pessoa precisa pra usar o base.
O exemplo clássico é a impressora vendida quase no custo, com o lucro vindo dos cartuchos de tinta. O console subsidiado que se paga na venda de jogos segue a mesma lógica: a entrada barata atrai, e o complemento sustenta a margem ao longo do tempo.
Em produto, isso vira um modelo de receita recorrente e cria custo de troca, porque quem investiu no ecossistema pensa duas vezes antes de mudar de marca. O limite ético aqui é não prender a pessoa num complemento abusivo, já que quando isso acontece a confiança vira ressentimento.