Estudo de campo

Observar a pessoa usando o produto no ambiente real dela, em vez de trazê-la para uma sala de teste.

Hard

O que é

Estudo de campo é ir até onde o usuário de fato vive e trabalha para ver como ele usa o produto no contexto real, com as interrupções, as gambiarras e as restrições que nunca aparecem numa sala controlada. A investigação contextual é a forma mais conhecida: o pesquisador observa e pergunta enquanto a pessoa faz a tarefa no próprio ambiente.

O valor está em capturar o que as pessoas não contam numa entrevista, porque nem percebem que fazem. O contexto revela o atalho que viraram hábito, a planilha paralela que mantêm por fora do sistema, o barulho e a pressa que mudam tudo. É um nível de realidade que o laboratório não alcança.

O custo é maior: dá mais trabalho, leva mais tempo e exige cuidado para observar sem atrapalhar. Por isso costuma valer quando o contexto de uso é parte essencial do problema, e não um detalhe.

Em uma frase

Antes de redesenhar, vamos fazer um estudo de campo, preciso ver isso sendo usado no chão de fábrica.

A pergunta que ele responde

Como o produto é realmente usado no dia a dia, e não no que as pessoas me contam?

Quando usar

Quando o ambiente real de uso muda o comportamento e você precisa entender o produto em contexto, não em laboratório.

Como não usar

Tratar como bate-papo informal sem objetivo. Estudo de campo precisa de foco e registro, senão vira passeio sem aprendizado.

Na prática

Em vez de chamar enfermeiros para uma sala, o time passa um turno no hospital e vê que o sistema é usado de pé, com luvas e sem tempo de ler tela cheia de texto.

Não confunda com

Estudo de campo não é entrevista comum: a entrevista capta o que a pessoa diz que faz, o estudo de campo capta o que ela realmente faz no ambiente dela.

Em inglês

Field Study / Contextual Inquiry

Pronúncia

n/a

Também chamado de

estudo de campo, investigação contextual, contextual inquiry

Origem

Investigação contextual: Hugh Beyer e Karen Holtzblatt.

Fonte

Saiba mais

Hugh Beyer e Karen Holtzblatt, Contextual Design