Estudo de campo é ir até onde o usuário de fato vive e trabalha para ver como ele usa o produto no contexto real, com as interrupções, as gambiarras e as restrições que nunca aparecem numa sala controlada. A investigação contextual é a forma mais conhecida: o pesquisador observa e pergunta enquanto a pessoa faz a tarefa no próprio ambiente.
O valor está em capturar o que as pessoas não contam numa entrevista, porque nem percebem que fazem. O contexto revela o atalho que viraram hábito, a planilha paralela que mantêm por fora do sistema, o barulho e a pressa que mudam tudo. É um nível de realidade que o laboratório não alcança.
O custo é maior: dá mais trabalho, leva mais tempo e exige cuidado para observar sem atrapalhar. Por isso costuma valer quando o contexto de uso é parte essencial do problema, e não um detalhe.