Entrevista é uma conversa com propósito e roteiro frouxo. Você abre perguntas pra descobrir motivação, dor e expectativa, e a regra de ouro é ouvir bem mais do que falar. Como o questionário conta tendência em escala, a entrevista entra justamente pra trazer a profundidade e o contexto que o número sozinho não mostra.
Em produto, há três usos que costumam viver misturados. A entrevista com usuário busca comportamento e dor pra embasar uma decisão de produto. A entrevista com stakeholder serve pra alinhar prioridade interna. E a entrevista de contratação avalia quem pode entrar no time. São situações diferentes, mas todas dependem da mesma escuta atenta e do mesmo cuidado de não conduzir a resposta.
O que faz a entrevista valer não é a resposta crua, e sim o que você consegue extrair dela depois. Por isso a pergunta precisa ser aberta, sem induzir. Em vez de “você gostou disso?”, que já empurra um sim, vale perguntar “como você costuma resolver isso hoje?”, que abre espaço pra pessoa contar a realidade dela. Boas entrevistas viram insumo de decisão quando você registra padrão, e não só impressão solta.