O teclado importa pra produto de dois jeitos. Como entrada de texto, ele molda os campos de formulário e a forma como a interface trata o que a pessoa digita. Como forma de navegação, ele é requisito de acessibilidade, porque tem gente que não usa ou não pode usar mouse.
A navegação por teclado é inegociável. O WCAG exige que tudo que funciona com mouse funcione também com teclado. Na prática, cada elemento interativo precisa ser alcançável com Tab, acionável com Enter ou espaço, e o foco visível precisa mostrar onde a pessoa está. Uma armadilha comum é a “caixa de foco” que prende dentro de um modal sem oferecer saída pelo teclado.
No celular, a coisa muda de figura, porque o teclado virtual ocupa metade da tela e pode esconder campo e mensagem de erro. Por isso vale usar o tipo certo de teclado por campo, como numérico pra CEP e e-mail pra e-mail, e ainda cuidar do autocorretor em campos sensíveis, como senha e código.