Psicologia de preço estuda como a cabeça da pessoa processa preço, ou seja, os vieses, a percepção de valor e a emoção que afetam o quanto ela aceita pagar. A ideia central é apresentar o preço de um jeito que comunique valor, em vez de simplesmente somar custo e margem e mostrar o resultado.
Alguns efeitos por trás disso são bem documentados. O charm pricing, como R$ 9,99 em vez de R$ 10, se apoia no fato de a pessoa ler o dígito da esquerda primeiro, a ancoragem mostra a opção cara antes, pra que a do meio pareça razoável por comparação, e o framing troca R$ 120 ao ano por R$ 10 ao mês, justamente pra que cada pagamento pareça menor do que é no total.
O limite aqui é ético, e vale ter clareza sobre ele. Usar esses recursos pra ajudar a pessoa a perceber o valor real é uma coisa, mas usá-los pra empurrar uma compra que ela não quer é outra bem diferente, porque corrói a confiança e tende a voltar mais tarde em forma de churn.