Psicologia no design de produto é aplicar o que se conhece sobre cognição, percepção, emoção e comportamento nas decisões de como o produto é estruturado e apresentado. Em vez de desenhar só pela função ou pelo gosto, a pergunta passa a ser: como a pessoa de fato processa isso? O que ela nota primeiro? O que a confunde?
E isso não é assunto vago. A psicologia cognitiva e a economia comportamental já produziram achados testados sobre como a gente percebe, decide sob incerteza e responde a feedback. Tudo isso se aplica direto a interface, arquitetura de informação e onboarding.
Os princípios mais úteis não são truques de manipulação. São descrições de como a percepção funciona, e é justamente isso que deixa o designer trabalhar a favor dessas tendências em vez de esbarrar nelas sem querer. Gestalt, Lei de Hick, Lei de Fitts e carga cognitiva estão entre os mais usados.