Design pra Smart TV é desenhar pra um contexto bem diferente do celular, porque quase tudo muda de uma vez: a tela é grande, a pessoa está a metros de distância, a navegação acontece por controle remoto, com setas e botão de OK, e a sala muitas vezes tem mais de uma pessoa junto. Por isso, quase nada do padrão de mouse e teclado funciona ali.
Na prática, isso muda várias decisões. O foco precisa ser bem visível e fácil de seguir com as setas, a tipografia tem que ser legível a três metros, as áreas de seleção precisam ser grandes e a hierarquia tem que caber num relance. Como o controle só anda em quatro direções, a navegação precisa ser previsível, sem obrigar a pessoa a caçar o próximo elemento.
Quem tenta adaptar uma interface web crua pra TV sente o problema na hora: o cursor some, as setas viram a única forma de andar, e aquilo que era óbvio no mouse vira um labirinto.