Segmentacao de usuario

Dividir a base de usuários em grupos com traço comum para desenhar experiência e estratégia mais certeiras.

Hard

O que é

Segmentação de usuário é dividir a base em grupos distintos, reunidos por característica, comportamento, necessidade ou objetivo comum. Com isso, dá para criar estratégia e experiência direcionadas, em vez de tratar todo mundo igual.

No trabalho de produto, isso importa porque o usuário médio não existe. Quando se desenha para esse médio, o produto acaba não ressoando forte com ninguém. Segmentar, então, permite otimizar para o sucesso de um grupo específico, em vez de tentar equilibrar necessidades que se contradizem.

Os cortes podem ser por comportamento, por resultado alcançado ou por estágio de uso, e não só por dado demográfico. Vale notar que bons cortes preveem comportamento, enquanto cortes só demográficos costumam prever mal.

Em uma frase

Vamos segmentar a base por comportamento, porque o onboarding único não ativa ninguém de verdade.

A pergunta que ele responde

Pra quem eu otimizo primeiro, se não dá pra agradar todo mundo de uma vez?

Quando usar

Vale usar ao decidir onde investir, como personalizar a experiência e para quem otimizar primeiro.

Como não usar

O cuidado é não criar dezenas de segmentos que ninguém consegue atender. Segmento demais acaba paralisando o time, em vez de ajudar a focar.

Na prática

Imagine que o onboarding é igual para todos e a ativação trava. Ao separar quem chega de outro SaaS de quem nunca usou ferramenta do tipo, cada grupo passa a receber um início que faz sentido para ele, e a ativação destrava.

Não confunda com

Vale separar segmentação de persona. O segmento é um grupo definido por dado e comportamento real, mais concreto, enquanto a persona é um arquétipo narrativo que representa um segmento. Ou seja, o segmento é o recorte de dados, e a persona é a história que dá rosto a ele.

D

Em inglês

User Segmentation

Pronúncia

n/a

Também chamado de

segmentacao de usuario, segmentacao de base

Origem

n/a

Fonte

Saiba mais

Clayton Christensen, teoria dos Jobs to Be Done